<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7701846619549549848</id><updated>2011-04-21T21:36:04.729-07:00</updated><title type='text'>TERRITORIO LIVRE</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://professorcarloslima.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701846619549549848/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorcarloslima.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Imprensa Jovem</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5X-vFEshcHs/TFjWHlKymDI/AAAAAAAABRQ/lbgqKS4dzyk/S220/logo_sem_fundo+_sem+texto%5B1%5D.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7701846619549549848.post-2013672413382175844</id><published>2008-12-26T14:30:00.000-08:00</published><updated>2009-01-04T09:17:42.382-08:00</updated><title type='text'>COMO PODEMOS APROXIMAR A MUSICA À ESCOLA</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por: Carlos Alberto Mendes de Lima - Professor de Língua Inglesa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="225" height="144"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qon_jCJqkvM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qon_jCJqkvM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="225" height="144"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei bobo ao ver na internet um programa de TV no canal Ustream dois jovens tocando bateria a partir de um programa chamado Guittar Hero. Já conhecia este programa que é também um Game e tem se tornado uma febre entre os adolescentes. Meu primo de 14 anos nunca pisou os pés numa escola de musica e hoje toca guitarra graças a este recurso. Acho que interesse pelo jogo, comum entre os adolescentes, ajudou muito que ele a ficasse horas e horas na internet aprimorando sua performance como guitarrista Gamer . Alias, quanto se combate a internet e o jogo entre os adolescentes, parece que ninguém enxergar o lado bom destes recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet alias veio para possibilitar o aprendizado autônomo. As interfaces que ela oferece ao seus usuários “dá uma bica “ em qualquer quadro negro. Mas aí vem uma pergunta: Onde vai o calor humano do contato direto pessoa – pessoa. Meus camaradas, a internet está longe de ser fria, muito pelo contrário ela é muito quente. As pessoas conhecem pessoas , conversam , trocam informações , jogam juntas via rede e até combinam baladas. Ali quem é tímido se revela. Cria suas páginas no Orkut falam de si e mostram suas fotos e vídeos prediletos. Afinal de contas, jovens gostam de viver em comunidades e não isolados já que andar em turma é e sempre será muito legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, se a interface da internet é legal para aprender de forma autônoma então vamos acabar com esta história de escola. Muito pelo contrário, o que eu acho é esta instituição tem que existi porém tem que mudar urgentemente no sentido de buscar estratégias para proporcionar o mesmo prazer que os jogos e a internet oferecem aos seus usuários. Acho que para isto a escola precisa fazer uma reflexão muito séria sobre o seu olhar em relação ao adolescente de hoje. Pensar metodologias que conquiste o aluno . Acho que o educador poderia dar uma olhada atrás do muro e ver o que o jovem tem feito para aprender na busca do prazer pessoal. Talvez tenhamos que aprender com eles e assim encontrar uma fórmula que possa proporcionar aprendizado de conteúdo com mais prazer. É uma tarefa árdua e longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música sempre foi o grande Tesão do adolescente. A música proporciona o mesmo prazer que o sexo, ou uma boa comida. Ela emociona , alegra e faz mexer o corpo. O cara que ouve se desliga, em parte, do planeta Terra. Agora se a musica é tão boa porque é pouco trabalhada na escola.? ‘Ah eu não sei cantar”, diria um professor. Mas e daí ! O videokê é que há de mais democrático em recurso para expressão, todo mundo canta e ninguém vaia ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos recursos hoje para o trabalho com o música. Em se tratando de tecnologia há um recurso que tenho utilizado e a galera adora. Trata-se do Audacity que apesar de ser conhecido como editor de áudio dá pra fazer um montão de coisas. Entre elas, tirar a voz do cantor e criar um playback e até produzir musicas. Numa aula de inglês trabalhei com RAP e em seguida ensinei os alunos a criar um Looping com trechos das musicas que trabalhei. A idéia é que eles criassem suas versões musicais utilizando as batidas das musicas que eles estavam produzindo. Foi muito legal, a molecada se envolveu , criou letras , cantaram e depois produziram suas próprias musicas. Foi as 4 aulas mais deliciosas que dei este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Carlos Alberto Mendes de Lima - Educador&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7701846619549549848-2013672413382175844?l=professorcarloslima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professorcarloslima.blogspot.com/feeds/2013672413382175844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7701846619549549848&amp;postID=2013672413382175844' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701846619549549848/posts/default/2013672413382175844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701846619549549848/posts/default/2013672413382175844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorcarloslima.blogspot.com/2008/12/radio-professor-carlos.html' title='COMO PODEMOS APROXIMAR A MUSICA À ESCOLA'/><author><name>Imprensa Jovem</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5X-vFEshcHs/TFjWHlKymDI/AAAAAAAABRQ/lbgqKS4dzyk/S220/logo_sem_fundo+_sem+texto%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7701846619549549848.post-2757461636012751762</id><published>2008-12-26T11:25:00.000-08:00</published><updated>2008-12-26T11:28:36.492-08:00</updated><title type='text'>ESCOLAS MATAM A CRIATIVIDADE</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; 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&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;object width="325" height="244"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0pn_oTIwy4g&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0pn_oTIwy4g&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="325" height="244"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MINHA REFLEXÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a escola está pouco preocupada com a criatividade do aluno. Falta preparo de muitos educadores de desenvolver em suas práticas o senso de sensibilidade. Nas escolas temos um celeiro de jovens criativos que não são percebidos e passam pela escola como um número na chamada. Ninguém olha nos olhos do outro durante a aula já que a única visão que o aluno tem é a nuca do colega e o quadro negro. Só podemos perceber potenciais quando nos relacionamos , quando olhamos no olho , deixamos falar ao invés de monopolizar a palavra. Encontro todos os dias grandes talentos nas escolas públicas. Muitos deles são mal compreendido porque falam demais. Alias, quando temos a oportunidade do aluno se expressar temos sempre aquele que mesmo que não quer ouvir , critica quem ouve e até da uma mãozinha para que cale a voz incomoda. Educadores que enxergam que o aprender e ouvir, copiar , decorar, fazer prova e tirar boas notas. Projetos de protagonismo infanto juvenil com Rádio Escolar, Teatro , música e outras ações educativa também auxilia na educação. Na minha opinião a escola está preste a explodi. Se não mudarmos nossas práticas e enxergar que o aluno é par e não número, então nunca teremos na escola um espaço privilegiado para encontrarmos bons talentos para sociedade do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prof Carlos A. Mendes Lima&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7701846619549549848-2757461636012751762?l=professorcarloslima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professorcarloslima.blogspot.com/feeds/2757461636012751762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7701846619549549848&amp;postID=2757461636012751762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701846619549549848/posts/default/2757461636012751762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701846619549549848/posts/default/2757461636012751762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorcarloslima.blogspot.com/2008/12/escolas-matam-criatividade.html' title='ESCOLAS MATAM A CRIATIVIDADE'/><author><name>Imprensa Jovem</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5X-vFEshcHs/TFjWHlKymDI/AAAAAAAABRQ/lbgqKS4dzyk/S220/logo_sem_fundo+_sem+texto%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7701846619549549848.post-8125621200050158493</id><published>2008-11-30T06:05:00.000-08:00</published><updated>2008-11-30T06:24:56.170-08:00</updated><title type='text'>Suprimir da programação infantil todos os anúncios comerciais: SUGESTÃO DE TEMA PARA TRABALHAR</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;object width="325" height="244"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rW-ii0Qh9JQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rW-ii0Qh9JQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="325" height="244"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há algumas semanas, a TV Cultura de São Paulo anunciou que, a partir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;de janeiro de 2009, vai suprimir da sua faixa de programação infantil,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;de 11 horas diárias, todos os anúncios comerciais. A notícia é mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;importante do que a repercussão que obteve. Passou praticamente sem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ser notada, mas indica um movimento de grande significado. Por dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;motivos distintos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O primeiro é deixar claro que, na visão da direção da emissora, as&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;crianças têm o direito de ser protegidas do assédio da mercadoria. A&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cultura passa a reconhecer, na prática, que os comerciais de TV podem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;não ser exatamente benéficos ou educativos para seus telespectadores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;mirins. Só por isso, seu gesto faria jus a um debate bem mais amplo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só por isso, poderia servir de inspiração para que outros meios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;revissem suas políticas internas de publicidade para crianças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O segundo motivo é que, agora, a emissora da Fundação Padre Anchieta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;impõe um claro limite ao espaço dos anúncios. Com isso inverte a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;tendência de expansão que eles vinham tendo em sua grade, uma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;tendência tão marcante que em alguns horários, como no final da noite,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;os intervalos da Cultura às vezes se parecem com intervalos de um&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;canal comercial comum. Ao agir para reverter o quadro, a direção da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;emissora acerta mais do que alguns imaginam. A iniciativa será vital&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;para preservar nada menos que a saúde da própria identidade da TV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cultura, que corria o risco de ser obscurecida pela luminescência dos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;comerciais barulhentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Prática deturpadora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O aumento do número de anúncios não é simplesmente um fenômeno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;quantitativo de filmetes que vão pipocando ao longo do dia. Se muito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;numerosos e muito ''espaçosos'', os anúncios modificam a própria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;qualidade da programação. Eles promovem profundas alterações de ordem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;estética, porque tendem a ditar ao conteúdo editorial os parâmetros do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;discurso publicitário. Isso, que ninguém duvide, afeta a imagem da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;identidade da instituição. É isso que, por vezes, causa no&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;telespectador a sensação de que a tela da Cultura tem lá suas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;semelhanças com a tela da Record ou do SBT. O andamento dos comerciais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;determina a própria pulsação do que vai ao ar. É terrível, mas é assim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(ninguém veicula publicidade impunemente), e tanto é assim que, do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ponto de vista estético, as propagandas em excesso concorrem para&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;esmaecer, aos olhos do público, a própria razão de ser da Cultura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Do ponto de vista ético, também há problemas sérios. Quando uma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;emissora se converte em veículo publicitário, sua mercadoria não é o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;seu tempo, como alguns supõem. O que ela vende ao anunciante não são&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;seus minutos e seus segundos, mas a atenção do seu telespectador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando um canal público se submete a mercadejar com o olhar de sua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;audiência, ingressa numa trilha cujos pedágios são altos. Começa a ter&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;de prestar contas ao mercado, ou seja, além de levar em conta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;critérios de qualidade ou de relevância cultural, vê-se pressionado a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;pôr no ar um conteúdo capaz de dar retorno comercial ao mercado. É&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;inevitável que isso contamine, ainda que lateralmente, as balizas de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;condução de uma emissora pública. Portanto, também no plano ético há&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;embaraços que devem ser considerados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E não é só. Ao lado das razões estéticas e éticas, existe outra ordem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;de fatores para que as instituições que recebem verbas públicas se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;afastem do ramo de vender espaço publicitário. São fatores, por assim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;dizer, concorrenciais. Como contam com receitas do Estado, essas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;instituições têm claras vantagens em relação às empresas privadas, que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;não gozam do mesmo benefício e, em regra, dependem exclusivamente da&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;venda de anúncios para se sustentarem. Essas vantagens dão às&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;primeiras uma folga respeitável na competição por anunciantes. Com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;seus custos parcialmente pagos pelos cofres estatais, elas têm, ao&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;menos em tese, a possibilidade de oferecer aos clientes descontos que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;as outras não têm. Também por isso, enfim, não é recomendável que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;emissoras públicas se dediquem à veiculação de anúncios. Se levada ao&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;extremo, essa prática viciaria o mercado e deturparia o próprio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;sentido democrático da publicidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De onde brota a qualidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por tudo isso, a iniciativa da atual direção da TV Cultura de se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;afastar ­ ao menos em parte ­ do mercado anunciante vem em boa hora. A&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;decisão abre as portas para uma caminhada na direção justa, ao longo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;da qual será possível reduzir gradativamente o peso dos comerciais nas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;receitas, na estratégia e na programação da casa. Nessa caminhada, a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;emissora poderá concentrar-se ainda mais no veio principal de sua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;razão de ser. Sua vocação não é ser uma boa pechincha para os&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;anunciantes, longe disso. Sua vocação tem que ver com independência e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;mais independência. É da independência ­ em relação ao poder e em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;relação ao mercado ­ que pode nascer sua qualidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não há outro caminho para a televisão pública. Para formar cidadãos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;críticos, promover o acesso de todos à cultura e informar com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;objetividade ela precisa guardar sua independência. Se aderir ao&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;governo, cairá na armadilha do proselitismo político, da chapa-branca,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e se tornará ferramenta a serviço do poder ­ portanto, um desserviço à&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;sociedade. De outro lado, se se entregar à lógica publicitária, de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;olho no dinheiro que ela oferece, passará, na verdade, a depender do&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;mercado ­ não apenas financeiramente, mas ideologicamente também. Com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;isso uma de suas principais funções, de oferecer à sociedade uma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;alternativa à comunicação comercial, termina por se perder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;inteiramente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não é da publicidade que brota a qualidade da televisão pública. Que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;essa ilusão não paire mais sobre os destinos da TV Cultura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fonte: O Estado de S.Paulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Colaboração : Paula Jalassi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7701846619549549848-8125621200050158493?l=professorcarloslima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professorcarloslima.blogspot.com/feeds/8125621200050158493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7701846619549549848&amp;postID=8125621200050158493' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701846619549549848/posts/default/8125621200050158493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7701846619549549848/posts/default/8125621200050158493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorcarloslima.blogspot.com/2008/11/suprimir-da-programao-infantil-todos-os.html' title='Suprimir da programação infantil todos os anúncios comerciais: SUGESTÃO DE TEMA PARA TRABALHAR'/><author><name>Imprensa Jovem</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_5X-vFEshcHs/TFjWHlKymDI/AAAAAAAABRQ/lbgqKS4dzyk/S220/logo_sem_fundo+_sem+texto%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
